O período de festas de fim de ano normalmente desperta em nós alguns sentimentos que não observamos com tanta constância durante o ano todo. Alguns sentem a necessidade de serem mais solidários, outros de estarem mais perto da família, trabalhadores pensam em repaginar a carreira profissional, casais planejam ter filhos, homens e mulheres pensam em cuidar melhor da saúde, crianças pensam em ganhar presentes, quem mora fora sente saudade da sua “terrinha” e por aí vai. Cada um poderá descrever melhor como está se sentindo neste tempo.

Em meio a este mix de possíveis sensações no mundo em que vivemos com tanta correria, oscilações e velocidade de informação, é preciso tomar cuidado com um grande inimigo das nossas vidas: a insensibilidade. Enquanto todos estão sentindo, vivendo, expressando e se alegrando, há o risco de enxergarmos a vida em “preto e branco”, frustrados com o que não deu certo até aqui e desanimados com o que está por vir. Muitas vezes os desanimados se irritam com os que parecem estar “animadinhos” demais.

A Bíblia nos orienta a chorarmos com os que choram, mas também à nos alegrarmos com os que se alegram. Quando choramos com aqueles que choram, inconscientemente avaliamos que a pessoa que chora está numa situação pior que a nossa e isso não nos incomoda tanto. Agora, para nos alegrarmos com quem se alegra, precisaremos celebrar quando alguém está numa situação melhor que a nossa e isso pode gerar enorme desconforto e senso de julgamento em nosso coração. Como você reage quando uma pessoa recebe uma benção que você estava pedindo a Deus e esperando por mais tempo que ela? E se esta pessoa parecer ter batalhado ou merecido menos que você? Nossa reação dirá como está o nosso coração.

Vivemos tempos em que as mídias destacam mais as tragédias do que as conquistas das pessoas. Segundo o ditado, “notícia ruim corre rápido”. A adolescente alemã de origem judaica vítima do Holocausto Anne Frank registrou a seguinte lição em seu diário: “Os mortos recebem mais flores do que os vivos porque o remorso é mais forte que a gratidão”.

A gratidão pode parecer apenas um sentimento passivo, mas é uma poderosa “arma” na guerra contra a insensibilidade humana. Tenho aprendido que enquanto não formos gratos pelo Deus tem feito até aqui, não estaremos prontos para vivermos o que Ele tem daqui pra frente. Aplique gratidão por tudo que aconteceu e honre todos que te ajudaram até aqui. Prepare-se, pois se está ruim é porque não chegou ao fim. Em sua vida com Jesus o melhor está sempre por vir!

Pr. Filipe Santos

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